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A missão artística francesa
Em seu número de 6 de abril de 1816, a Gazeta do Rio de Janeiro, periódico considerado como porta-voz do governo, noticiou a chegada à cidade, no dia 26 do mês anterior, do navio Calphe, vindo do porto do Havre de Grâce, trazendo a bordo vários franceses, artistas de profissão, para residir naquela que era então a sede da monarquia portuguesa. Desconhecidos, inicialmente, da maioria da população, esses indivíduos constituíam o que, mais tarde, a historiografia denominou de Missão Artística Francesa. Idealizada por Antonio de Araújo de Azevedo (1754-1817), Conde da Barca, que ocupava o cargo de ministro da Marinha e Domínios do Ultramar, desde 1814 e também, interinamente, os de ministro da Guerra e Estrangeiros e de presidente do Real Erário, a missão tinha por finalidade implementar as artes úteis ao país, por meio da criação de uma Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Essa proposta vinha no bojo das transformações ocorridas no Brasil, em especial, no Rio de Janeiro, com a transferência da Família Real portuguesa, quando surgiu a necessidade básica de formar uma sociedade culta e ilustrada ao redor da nova Corte, além de aperfeiçoar o aparelho central da Coroa portuguesa em terras americanas, despertando a antiga colônia para uma modernização segundo padrões europeus.
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